Pacu
Nome Científico: Piaractus mesopotamicus
Nutrição: Onívoro; alimenta-se de frutos, sementes, insetos e pequenos peixes.
Habitat: Rios e lagoas das bacias do Prata e do Pantanal; gosta de ficar sob árvores frutíferas.
Comprimento Médio: 45 a 70 cm.
Peso Médio: 4 kg a 8 kg.
Como atrair: Frutos, massa de farinha, milho azedo, caranguejo.
O pacu (Piaractus mesopotamicus), nativo da bacia do Rio Paraguai e amplamente distribuído pelo Pantanal, é um peixe de escamas reconhecido por seu corpo em formato discoide e coloração que varia do cinza-prateado ao dourado. Biologicamente, sua característica mais marcante é a dentição molariforme, com dentes achatados e extremamente potentes, evoluídos especificamente para triturar frutos e sementes duras. Diferente de outros peixes de couro, o pacu possui uma carne muito saborosa e com alto teor de gordura entre as fibras, o que o torna um dos alvos favoritos da pesca amadora e comercial no Centro-Oeste brasileiro.
Ecologicamente, o pacu é um dos principais protagonistas da preservação das matas ciliares devido ao seu papel como agente dispersor de sementes (ictiocoria). Durante as cheias, ele migra para áreas inundadas para se alimentar de frutos que caem das árvores, como o fruto da palmeira tucum; as sementes passam pelo seu trato digestivo e são depositadas em novos locais, auxiliando na regeneração da floresta. É um peixe migratório que realiza a piracema, subindo os rios para desovar em águas cabeceiras no início das chuvas, um comportamento essencial para a variabilidade genética e sobrevivência da espécie em ambiente selvagem.
Na piscicultura, o pacu é uma das espécies mais versáteis e resistentes ao manejo, sendo a base para a criação de híbridos de grande sucesso comercial, como o tambacu (cruzamento com o tambaqui). Ele apresenta uma excelente adaptação a sistemas de tanques escavados, tolerando variações de temperatura e níveis moderados de oxigênio melhor do que muitas espécies exóticas. Cientificamente, pesquisas têm focado na otimização de sua dieta com ingredientes vegetais e no uso de hormônios para a reprodução induzida em cativeiro, garantindo uma oferta constante de alevinos para os produtores que buscam atender ao mercado de "costelinha de pacu", um corte gastronômico de alto valor agregado.